sábado, fevereiro 22

Recomecei em ti.

É estranho não saber como te tratar. Saber que te escrevo aqui, n’Um Amor Por Overdose, e não saber como te definir. E mais estranho é, querer dizer-te que, após alguns anos, és a primeira pessoa que o lê. A quem me exponho, de alma e coração, dando a cara pelas palavras que aqui escrevo.
E, ainda que tenha sido sem querer, foi o teu sorriso que me mostrou a calma que tanto precisava. Foi o teu sorriso que me mostrou que ainda me podem tocar no coração, de forma a que eu sorria também. Porque, não existe sorriso mais bonito que consiga desabrochar outro também. Que nos ofereça o sol, para nos enxugar as lágrimas-límpidas que ainda existem em nós. Que nos aqueça a alma, e que nos conforte o coração. E eu sei que ainda não te disse, mas eu penso em ti. Desde que acordo até que adormeço. Penso em ti, de uma forma bonita e bastante simples. Porque é assim que eu te vejo. É assim que o teu sorriso me parece: bonito e simples. E eu já te disse que sorris com os olhos? Que quando me olhas, te vejo a sorrir para mim, ainda que seja sem querer?
É estranho, mas dentro de mim tenho um pouco de ti. Um pouco do teu sorriso tímido, desde me disseste que gostavas de mim. E um pouco do teu sorriso feliz, desde que nos vimos. Tenho a paz que me deste e que a guardei bem lá fundo, para que não me fuja. Para que tu - também - não me fujas. Porque, ainda que tenha sido sem querer, o teu sorriso deixou um pouco de mim em ti. Para que te recordes e decores todos os meus sorrisos. Aqueles meio fechados, meio forçados, e aqueles que são felizes.
Tenho o teu sorriso… todos os teus sorrisos. E eu ainda não te disse, mas eu gosto de sorrir contigo. Gosto que sorrias comigo. E é bonita a forma como me fizeste voltar a sorrir aqui, n’Um Amor Por Overdose. Sorrio com o coração. Para ti. E por ti. Com o coração… Sempre com o coração.

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